
A minha sombra em solo sueco.
Ola, pessoas.
Finalmente no ar o prometido blog sobre a viagem que eu fiz à Suécia este ano.
Obrigado pela espera e pela visita.
Pra quem não sabe: sim, eu fui à Suécia este ano.
E pra quem não sabe: não, não foi viagem de férias.
Estive lá entre os dias 10 e 24 de abril, trabalhando como intérprete em um evento chamado "Prêmio das Crianças do Mundo Pelos Direitos da Criança".
Fui para representar o Grupo Positivo, no qual eu trabalho, que é parceiro do prêmio desde 2000.
É a 8a. vez que esse prêmio acontece, sempre lá.
É considerado o Nobel das crianças. É grande e é importante.
Não tô falando isso pra me gabar.
É que não posso deixar de falar mesmo do quanto ele é importante. É algo a se divulgar e admirar.
Primeiro porque, nele, quem manda, quem decide são as crianças, com o mínimo de interferência adulta. É protagonismo infantil de verdade.
É complicado e demorado explicar como ele funciona exatamente, mas é mais ou menos assim:
1) O prêmio é dirigido por um júri formado por crianças de todos os cantos do planeta. Muitas delas têm histórias de violação de seus direitos (viveram nas ruas, ou trabalharam como escravas, foram abusadas de diversas formas, etc.). Outras estão lá porque lideram algum trabalho de luta pelos direitos pelas crianças em seus prórios países.
• Conheça as crianças do júri.
Elas são escolhidas para compor o júri em idades variadas, geralmente por organizações parceiras dos prêmios (há muuuuuitas).
O Railander, jurado brasileiro, por exemplo, foi indicado pela organização "Circo de Todo Mundo", de Belo Horizonte. Outras duas crianças foram indicadas no mesmo ano, e rolou uma eleição no portal onde eu trabalho, o www.educacional.com.br. Ele foi escolhido, e permanecerá no júri até completar 18. É a terceira vez que ele vai à Suécia participar das solenidades.
2) Bom, todos os anos, os líderes desse júri escolhem 3 projetos em todo o mundo para serem premiados. Aí, ocorrem duas coisas:
- escolas de todo o mundo promovem uma votação com seus alunos, e escolhem 1 premiado.
- o júri se reúne na Suécia e escolhe outro.
Às vezes, os dois coincidem. Esse ano, a Betty Makoni, do Zimbabwe, levou os dois prêmios.
Mas, na minha opinião, o lance mais legal desse evento é que ele promove uma mudança de consciência em uma quantidade absurda de crianças em todo o mundo. Todos esses estudantes do planeta que votam estão conhecendo histórias de violações contra seus direitos. E conhecem também pessoas que lutam para garantir esses direitos. É um jeito muito poderoso de dizer "você precisa e pode fazer alguma coisa".
Eses estudantes vão crescer e formar uma geração de adultos mais preocupada com o próximo e com todos os fatores que envolvem desenvolvimento sustentável.
É um movimento verdadeiro de educação, feito de um jeito muito inteligente.
E pra mim, estar lá... não sei descrever de outro jeito a não ser dizendo que foi uma honra. Por fazer parte disso. Por estar acompanhando o Railander, que é um garoto que saiu das ruas pra virar um líder internacional. Por conhecer tanta gente e tantos costumes diferentes. Foi uma experiência incrível e, até o advento deste blog, indescritível. Torço pra que eu tenha essa oportunidade novamente.
* Aproveito pra agradecer a Chris, representante do prêmio no Brasil, o Railander e a mãe dele, meu chefe e sua primeira dama, que confiaram no meu taco e me deram todo o apoio, absolutamente todo mundo do Positivo, minha família, meus amigos, todo mundo lá na Suécia, enfim...
Vou parar por aqui, antes que fique sentimental.
(eu chorei várias vezes selecionando as fotos para este blog, e vou fazer a mesma coisa enquanto as publico, rsrs)
E vamos às fotos, que eu sei que é isso que você quer ;)

2 comentários:
Parabéns pelo blog! Demorou a sair, depois de pronto, eu demorei a acessar, mas acho q valeu à pena. TÁ bem legal!!
um beijo,
eliana
Estou começando a ler e já gostei do estilão... Aos poucos vou lendo os posts.
Sucesso meu caro, e que você possa pisar diversas vezes na Escandinávia novamente!
Priscila
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