domingo, 3 de junho de 2007

A coletiva de imprensa em Estocolmo

Esqueci de dizer que, depois da reunião do júri, ninguém podia sair contando quem venceu a votação.

O resultado ficou em segredo entre as crianças até a sexta-feira 13, quando aconteceu a coletiva de imprensa, no Teatro Södra, em Estocolmo.

A seguir, algumas fotos da coletiva:


"Eu exijo respeito pelos direitos da Criança", disse o Rai, em português, entre as colegas de júri Maimouna (Senegal) e Isabel (Moçambique).


Da esquerda para a direita: Hasana, que mora num assentamento na região oeste do Sahara; Nga, do Vietnã; Thomas, Uganda; Sukumaya, Nepal; Idalmin, EUA.


Uma das meninas dançarinas do grupo de indianos que se apresentou na coletiva, e também na cerimônia. Muito fofa!


Betty Makoni, que levou tanto o prêmio do júri, quanto o da votação mundial. Ela é tipo a "advogada" das meninas do Zimbabwe, um país onde as mulheres são cidadãs de segunda classe. Onde chega, ela impõe respeito com sua elegância e seu espírito de luta. É extremamente culta. Nesses pontos, ela me lembra muito minha mãe (professora universitária) e minha irmã (advogada!).
Leia a entrevista que eu fiz com ela.



Essa era a candidata para a qual eu estava torcendo: Iderjit Khurana, da Índia. Ela leva escola e alimentação a crianças que trabalham em estações de trem. Essas crianças vivem em condições tão miseráveis, que a coisa mais "leve" que elas têm que enfrentar é viver nas ruas. Foi o trabalho que mais me tocou. Ela não recebeu nem o prêmio do júri, nem o da votação mundial, mas recebeu um prêmio de honra e uma significativa quantia em dinheiro para levar em frente seu trabalho.


A Cinthya Maung, da Birmânia, também recebeu um prêmio de honra. Ela é médica, como meu pai e meu irmão.


Fachada do Teatro Södra.


Detalhe do teto do Teatro Södra.


Turma reunida!

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